As férias, infelizmente, chegaram ao fim. Isto indica não só o término do dolce far niente, mas também o regresso às aulas e ao trabalho, bem como as despesas que lhe estão associadas.
É aqui que, não raras vezes, surgem os problemas, já que, além do peso dos gastos no verão, o nosso orçamento terá, ainda, que comportar as muitas despesas pós-férias que setembro nos vai trazer.
Estas e muitas outras razões acabam por colocar em plano de destaque a importância de uma gestão do orçamento em setembro que seja, acima de tudo, equilibrada, consistente e, se possível, contemple a poupança.
Depois de tantos gastos no verão e outros tantos que se avizinham, como fazer para regressar à rotina sem rebentarmos o nosso orçamento?
A resposta segue ao longo das próximas linhas.
Como regressar à rotina sem rebentarmos o nosso orçamento?
Para entrarmos com o pé direito em setembro, a primeira coisa a fazer é parar, analisar e orçamentar.
1º Passo: Orçamentar, orçamentar, orçamentar
De modo a podermos ter uma visão mais detalhada dos gastos que teremos de fazer ao longo do mês de setembro e do capital necessário para os satisfazer, será essencial fazermos um apanhado de todas as despesas (fixas e variáveis) e rendimentos que teremos ao longo do mês.
Além disto, o orçamento deve comportar meios de financiamento externo (quando necessários) e estratégias de poupança que ajudem a que o final do ano seja mais tranquilo do ponto de vista financeiro.
2º Passo: Analisar o mercado, escolher o melhor rácio preço-qualidade
O regresso às aulas e ao trabalho implicam despesas que, no nosso interesse, devem ser as mais reduzidas possível sem que, contudo, tal comprometa a qualidade dos materiais e objetos adquiridos.
Neste ponto, para nos mantermos longe de gastos desmesurados que podem resultar em dívidas, é importante que, antes de comprar, analisemos o mercado e tentemos encontrar os produtos que nos oferecem um melhor rácio preço-qualidade.
3º Passo: Eliminar dívidas antigas
Entre as estratégias de poupança a impor a este regresso à rotina financeira, devem estar a eliminação de dívidas antigas, nomeadamente as de crédito.
Muitos de nós financiam as férias com recurso a um cartão de crédito ou a um crédito pessoal férias que, somado a um crédito habitação ou a um outro crédito pessoal, resultam numa fatura mensal difícil de acomodar num orçamento limitado.
Quando, uma vez calculada a nossa taxa de esforço (prestações mensais totais / rendimento mensal total x 100), verificamos que esta ultrapassa os 35%, isso significa que mais de um terço do nosso rendimento é alocado para o pagamento de prestações de crédito, o que coloca em risco a nossa saúde financeira.
De modo a ultrapassarmos esta dificuldade e entrarmos em setembro sem dívidas, o melhor que temos a fazer é partir para a consolidação dos nossos créditos ao consumo.
Apesar de ter “crédito” no nome, o crédito consolidado é uma solução financeira com o objetivo especifico de eliminar dívidas que possam levar a incumprimentos. Isto acontece através da junção de todos os nossos créditos num só com uma taxa de juro inferior à que qualquer cartão de crédito ou crédito pessoal existente no mercado oferece.
Ao juntar todos os créditos num só, ficamos com apenas uma prestação mensal até 60% mais baixa para pagar, podemos estender o prazo de pagamento e até beneficiarmos de um financiamento extra para, por exemplo, comprarmos todo o material escolar de que os nossos filhos necessitam.
Uma vez aprovado o nosso crédito consolidado, o banco irá liquidar todas as nossas dívidas de crédito e ficar como nosso único credor.
Para perceber de que forma o crédito consolidado nos pode ajudar a regressar à rotina sem dívidas, podemos e devemos aproveitar o simulador de crédito consolidado do UCredit para pedirmos uma simulação e o acompanhamento necessário para encontramos a solução que mais compense financeiramente.
4º Passo: Criar um fundo de emergência
Outra das estratégias de poupança que devemos incluir no nosso guia orçamental para setembro passa por criarmos uma fundo de emergência com o equivalente a seis meses de despesas fixas.
Podemos utilizar o financiamento extra concedido pelo crédito consolidado para o fazer ou, em alternativa, amealharmos “grão a grão” através de pequenos gestos como passarmos a deixar o carro em casa e utilizarmos os transportes públicos, reduzirmos a potência contratada, deixarmos cair serviços de telecomunicações que não utilizamos ou que são redundantes, entre outros.
5ª Passo: Procurar fontes de rendimento extra
Nem tudo tem de ser controlar o fluxo de dinheiro que sai da nossa carteira. A par das estratégias de poupança de que já falamos, caso tenhamos oportunidade, será interessante procurar aumentar o nosso rendimento mensal através de um part-time ou da venda online de produtos ou serviços via marketplaces.