Férias sem stress: 5 erros financeiros a evitar no verão

Férias sem stress: 5 erros financeiros a evitar no verão

3 de Agosto, 2026

A languidez do verão excita os sentidos e convida-nos a desfrutar do melhor que a vida tem, isto é, almoços que se tornam jantares rodeados de amigos, festas que duram até de manhã e festivais onde a alegria impera.

O cenário é belo e prometedor, mas se não tomarmos atenção aos gastos, acabamos por cair em armadilhas financeiras nas férias que colocam em causa os meses que se seguem.

Fazer uma boa gestão do dinheiro nas férias é, assim, não só uma necessidade, como uma obrigação se o objetivo é não comprometermos a nossa saúde financeira nos meses vindouros.

Apesar de todos sabermos isso, nem sempre o racional consegue controlar o desejo e acabamos por cometer alguns erros de que nos vamos arrepender depois.

5 erros financeiros comuns no verão

Uma festa hoje, um jantar amanhã e os gastos de verão acumulam-se até um ponto em que já é difícil recuperarmos financeiramente, mesmo com o subsídio de férias e o salário de setembro.

Por isso, é importante evitar estes cinco erros muito comuns:

1º Não definir um orçamento para as férias

O primeiro e grande erro cometido pelos portugueses quando vão de férias é não fazerem um orçamento específico para esse período.

Ao não se estabelecer um tecto/limite para os gastos que vamos ter, ficamos mais suscetíveis a sucumbirmos a desejos e acabarmos por gastar o que temos e o que não temos.

Isto não significa, contudo, que as férias tenham de ficar aquém do esperado. Significa, sim, que passamos a ser criteriosos no momento de abrirmos os cordões à bolsa.

2º Não confirmar as condições as condições da viagem

Hoje em dia, é mais fácil do que nunca comprar uma viagem barata de avião, porém, isso pode significar que teremos de cumprir algumas condições e estarmos restringidos a um determinado peso na bagagem.

Porém, o que, não raras vezes acontece, é que uma vez chegados ao aeroporto, verificamos que temos de pagar se queremos levar todas as malas devido ao seu peso e dimensão.

3º Não confirmar o que está, ou não, incluído nos hotéis/resortes “tudo incluído”

Da mesma forma que muitos portugueses não confirmam as condições do voo, muito outros compram pacotes “tudo incluído”, mas esquecem-se de verificar o que está, de facto, incluído nesse pacote ficando expostos a surpresas financeiramente desagradáveis no check-out.

4º Fazer alimentações em zonas turísticas

As zonas turísticas não são o lugar ideal para conhecer a cultura do país que estamos a visitar e isso estende-se, igualmente, à gastronomia.

Se nos restringirmos aos roteiros preparados pelas agências turísticas, podemos correr o risco de cairmos nas chamadas “tourist traps” gastronómicas que, além do preço exorbitante, oferecem-nos refeições de baixa qualidade.

5º Levantar dinheiro com o cartão de crédito

Levantar dinheiro em Portugal com o cartão de crédito, o chamado “cash advance”, tem custos que são conhecidos de todos, mas se o fizer num país estrangeiro que não pertença à zona Euro e países afiliados, essas taxas podem ser muito mais altas.

O problema é que, pela facilidade, muitos turistas acabam por levantar dinheiro sem saberem ao certo o valor das comissões bancárias aplicadas no país de destino, valor ao qual ainda pode ser adicionado uma comissão de serviço internacional, o imposto do selo e uma taxa pelo câmbio de moeda.

Como poupar nas férias: dicas infalíveis para manter o seu orçamento sob controlo

Conhecendo os erros a evitar, será mais simples compreendermos o que temos de fazer para que as férias sejam, realmente, um momento de pura fruição e não um pesadelo financeiro.

Assim, para pouparmos durante o verão e entrarmos em setembro com a energia retemperada e os bolsos mais recheados, devemos:

  • Fazer um orçamento: que despesas vamos ter/fazer durante as férias, quanto podemos gastar e de que forma as vamos financiar, são três perguntas a que um bom orçamento de férias deve responder de modo a garantir finanças pessoais mais sãs no regresso ao trabalho.
  • Criar um fundo para as férias: ao invés de utilizarmos o subsídio de férias para financiar o nosso verão, é recomendado que criemos, com antecedência, um fundo poupança para o efeito.

Para isso, depois de contabilizadas as despesas esperadas, podemos elaborar um esquema de poupança semanal/mensal em que alocamos uma parte dos nossos recursos financeiros ou, se preferirmos uma solução mais rápida, contratamos um crédito pessoal com um prazo de reembolso curto (de modo a pagarmos menos juros) para o alimentar.

Caso a escolha recaia sore a segunda hipótese, nunca é demais sublinhar que devemos fazer simulações e comparações entre diferentes propostas com especial atenção para as taxas de juro (TAEG e TAN) e par o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor).

  • Reservar viagens e alojamentos com antecedência: comprar viagens e reservar alojamento durante a época baixa ou com antecedência, vai permitir-nos ter acesso a preços menos inflacionados e ajudar-nos na planificação das férias.
  • Procurar atividades gratuitas: podemos poupar e, simultaneamente, sairmos mais ricos emocional e culturalmente das nossas férias se optarmos por nos esquivarmos aos roteiros pagos recomendados pelas agências e optarmos, ao invés, por nos entregarmos à comunidade local e às atividades gratuitas que, regra geral, marcam os meses de verão.
  • Cozinhar em casa: sempre que possível, isto é, quando existe cozinha no nosso alojamento, devemos comprar os alimentos no mercado local e cozinharmos em casa.

Deste modo, conseguimos fugir aos preços inflacionados que, por norma, caraterizam a restauração em zonas turísticas.