As férias de verão convidam a viagens, faustos almoços e jantares rodeados de amigos e noites que se prolongam até de manhã.
Contudo, todo este divertimento tem um preço que, não raras vezes, é financiado por créditos. O problema surge quando, em setembro, estes créditos regressam para nos atormentar a carteira com o pagamento das prestações quando tivermos de retomar o trabalho e deixar os miúdos na escola para um novo ano letivo.
Ora são as compras dos passes de transportes públicos, ora são os desmesurados gastos com livros e material escolar, ora é a manutenção do carro para os meses mais chuvosos. Em suma, com o regresso à rotina, a nossa carteira não tem descanso e as finanças pessoais ressentem-se.
Face a todo esta catadupa de contas a pagar, torna-se essencial pararmos e reorganizarmos o nosso mundo financeiro, mas como?
A resposta dá pelo nome de crédito consolidado.
O que e para que serve um crédito consolidado?
Apesar de ter a palavra “crédito” no seu nome, o crédito consolidado não podia ser mais diferente das tradicionais soluções financeiras que conhece, desde logo porque a sua finalidade principal passa por reduzir o montante e a quantidade de prestações mensais de crédito que está a pagar.
Em termos de funcionamento, aquando de um pedido de consolidação de créditos, a instituição financeira onde o fizer irá ficar como sua única credora oferecendo-lhe, simultaneamente, apenas uma prestação mensal de valor mais reduzido devido às taxas de juro mais competitivas que são praticadas neste tipo de crédito.
Além da redução da quantidade e do valor das prestações mensais, o crédito consolidado dá-lhe a oportunidade de pedir um prazo de reembolso mais alargado e até o acesso a um financiamento extra para, por exemplo, poder fazer as compras de material escolar e livros para os seus filhos no regresso às aulas.
Assim, após a contratação de um crédito consolidado, vai poder desfrutar de uma redução de até 60% do valor que paga mensalmente pelos seus empréstimos financeiros, algo que irá ter um impacto significativo na sua taxa de esforço.
Como calcular a sua taxa de esforço?
Vamos imaginar que já tinha um crédito automóvel no valor de 12 mil euros (350 euros de prestação mensal) e, para realizar as suas férias de sonho, contraiu um novo crédito no valor de 5 mil euros (200 euros de prestação mensal).
Neste momento, no total, tem encargos financeiros com prestações de crédito na ordem dos 550 euros, valor que retira a um ordenado mensal de 1200 euros.
A partir destes valores vamos, então, ajudá-lo a calcular a sua taxa de esforço, taxa que mede o impacto financeiro das prestações mensais de crédito no seu orçamento.
Para isso, deve seguir esta fórmula:
Taxa de Esforço: Encargos financeiros com prestações de crédito / Rendimento total mensal x 100
No seu caso especifico, a sua taxa de esforço será de:
A sua Taxa de Esforço: 550 / 1200 x 100 = 45,8%
Como vê, quase metade do dinheiro que traz para casa todos os meses é utilizado no pagamento de prestações de crédito e, segundo o Banco de Portugal, ultrapassa em mais de 10% a taxa recomendada.
E se recorrer a um crédito consolidado? Quanto poderei poupar?
Crédito Consolidado e poupança
Face às suas despesas e à necessidade de obter algum financiamento para o ajudar a ultrapassar este difícil regresso à rotina, decide apostar num crédito consolidado.
Neste ponto, para que não perda tempo a fazer simulações de banco em banco, pode fazer uso do simulador online de crédito consolidado do UCredit e, assim, ter acesso a um acompanhamento personalizado na busca do melhor crédito consolidado para as suas necessidades.
Para isso, basta escolher o montante de financiamento (entre 5 mil e 75 mil euros), o prazo de reembolso (de 24 a 84 meses) e o dinheiro extra que pretende receber. Depois desta escolha, deve optar entre um simulação simples ou uma simulação avançada para poder dar andamento ao processo de seleção e contratação do seu crédito consolidado.
Mas, afinal, quanto é vou poupar, pergunta-se.
Imaginemos que pretende pedir 12 mil euros para saldar a dívida dos dois créditos anteriores e um financiamento extra de 3 mil euros para as despesas do regresso à rotina. Montantes que pretende pagar em 84 meses.
Para estes valores, a média do mercado financeiro vai dar-lhe uma prestação mensal de 283 euros, o que significa mais de 250 euros de poupança todos os meses face ao valor que pagava anteriormente.
Com esta prestação mensal, a sua taxa de esforço passará a ser de:
A sua Taxa de Esforço com o Crédito Consolidado: 283 /1200 x 100 = 23,5%
Como vê, com o recurso ao crédito consolidado, irá poder reorganizar as suas finanças pessoais, usufruir de um financiamento extra para as suas despesas e ainda poupar.